Publicado por: giselepelisoli | 13/05/2009

Shimla e … Tunak!

 

Shimla e uma cidade nas montanhas… por isso tem o ar mais fresquinho e uma vista linda. Fica relativamente perto de onde estou morando… 4 horas de ônibus. Nos últimos 2 fins de semana (3 e 9-10 de Maio) eu fui para la… No primeiro fim de semana para conhecer, no outro, para encontrar um amigo querido….

Vamos ao inicio… Essa cidade é bem conhecida, porque na época que os ingleses estavam aqui usavam a cidade como capital de verão (não conseguiam lidar com o calor….), todo o governo se mudava para la… Em função disso, a cidade não se parece muito com as outras cidades por aqui… os prédios, as calçadas, são construções inglesas… Aos meus olhos de pessoa leiga, pareceu Gramado o estilo das casas. O que me pareceu bastante peculiar foi o desenho do mapa da cidade….As ruas não formam quadras como as nossas, elas vão costeando a montanha, e grande parte das ruas são escadas, por serem ingrimes demais para fazer uma lomba… Foi bem cansativo circular pela cidade….

shimla-city-map

 

 

 

 

 

Como as ruas sao

Como as ruas sao

A minha primeira visita foi junto com a

Annika, menina da Alemanha…  Ela me falou que queria conhecer a cidade, ver as construções britânicas.. Ok, parece interessante, não tomaria muito tempo… e isso era importante, porque só tínhamos o Domingo… Pegamos o ônibus de manha e chegamos la pela 1 da tarde… Fomos ao Scandal Point (que seria mais ou menos o centro da cidade – onde esta a maioria do comercio, restaurantes….) e começamos a caminhada… A Annika tinha dois objetivos… ver a igreja da cidade e o Institute o Development Studies.  O primeiro foi fácil, precisamos caminhar só uns 15 minutos… Olhamos, tiramos fotos… e a igreja estava fechada! Só abre para a celebração da missa… Ok vamos para o segundo objetivo… Esse instituto era a casa de um lorde inglês… uma mansão na verdade… Hoje ela é um centro de estudos avançados (para pessoas que tenham no mínimo PHD) e um museu, porque o lugar é bonito… Olhamos no nosso mapa a localização do lugar e pareceu pertinho… decidimos caminhar… Sobe lomba, desce lomba, sobe e desce de novo… e 6km depois chagamos… Sim… estávamos exaustas… O lugar era bonito, mas acho que não valeu o esforço…. Se alguem tiver vontade de visitar… peguem um taxi! E essa foi nossa ultima parada no domingo….

 

 

Passando adiante… No meio da semana nosso querido Tunak me liga.. Vamos para Amritsar? Vamos claro! Essa cidade eu ainda não conheci, mas ela e famosa pelo Golden Temple (da religião Sikh – quando eu visitar, falo mais a respeito). Ele viria de Chennai para Chandigarh junto com o Télcio (trainee de Santa Cruz que estava la) e iriamos juntos visitar… Ok, perfeito! No dia seguinte ele me liga de novo e diz… o Telcio já foi para Amritsar… vamos para Shimla! Eu já tinha ido para Shimla… mas tudo bem a gente faz um esforco pelos amigo….

Sexta a tarde chegou o Tunak! Vocês não tem noção do quanto eu fiquei feliz!!! A saudade era grande… Aquele abraço, algumas lagrimas… e depois foi só risada… Conversamos bastante, a maior parte do tempo em português… já que as pessoas conversam em hindi perto de mim, porque eu não posso conversar em português, hein?

Anyway… depois de conversarmos um pouco eu estava atrás de um lugar para o Tunak ficar… O plano era ele ficar na minha casa, sabem… mas sexta feira eu fui chamada pela diretora da escola para conversar sobre o meu comportamento… “Sabe Gisele, eu preciso te dizer algumas coisas… Por favor, não me entenda mal, essas reclamações não vem de mim, mas da organização… Você tem chegado muito tarde em casa… Aqui é uma cultura diferente entende? Você tem que estar em casa no máximo as 23h, depois disso só pode voltar para casa pela manha. E outra coisa, você não pode levar ninguém para passar a noite no seu quarto. Se precisar, tem que pedir autorização com antecendência…”  Tudo isso porque eu saio as quartas feiras com os outros trainees e chego em casa pela 1 da manha, e na primeira viagem para Shimla a Annika dormiu no meu quarto para irmos juntas para a rodoviária. Bateu uma raivinha quando eu escutei isso, mas tem que aguentar firme, né? Isso é parte do choque cultural, e eu me propus a vivenciar uma nova cultura, certo?

De qualquer forma… Então na sexta a noite eu e o Tunak fomos dormir na casa de um amigo meu. No Sábado pela manha fomos para a rodoviária e pegamos o ônibus para Shimla… 5 horas de viagem e chegamos. Começamos a ligar para o Télcio, que deveria nos encontrar la… “to no ônibus, já vou chegar…” Para resumir a historia… ele chegou 4 horas depois porque houve um deslizamento e tinham pedras bloqueando a estrada…. E enquanto isso nos esperamos… caminhamos, sentamos no sol, caminhamos mais…. Paramos para conversar com um grupo de estrangeiros… 7 pessoas de Israel – todas estavam viajando sozinhas, se conheceram na Índia e decidiram viajar juntos… Depois são os brasileiros que sempre se acham… Anyway, eles nos indicaram o hotel que eles estavam – já tinham feito a pesquisa de preço…  Fomos para la então! No fim das contas esse foi o final do primeiro dia… nessa noite nos três ficamos no quarto, conversamos e olhamos uma partida de criquet

Dia seguinte acordamos e saímos para tomar café… Logo em seguida decidimos ir visitar um templo hindu que é famoso na cidade, que fica no Jakhu peak. Começamos a caminhar… mas o caminho era longo, e a estrada muito ingrime! Alem disso, no caminho encontramos muitos macacos… e aqui eles são perigosos…. Em todos os guias sobre a cidade tem uma capitulo a parte sobre como lidar com eles: Não olhe nos olhos, não sorria, não chegue perto…. Sabe aquela historia que o homem estraga os animais? Pois é! Os visitantes alimentavam os bichinhos… e agora eles atacam as pessoas! Nos três tivemos sorte de não sermos atacados… mas vimos os macacos roubando coisas que algumas pessoas tinham na mão… Na maioria das vezes era comida, mas nos contaram que eles costumam levar também óculos de sol e câmeras digitais. Enfim, acho que levamos umas 2 horas para conseguir subir, sãos e salvos!

O templo era bem bonito, e tinha fila para entrar! Você tem que tirar os sapatos e entrar na fila… uma fila para mulheres e outra fila  para os homens… Quando você entra, fazem a marca na sua testa do terceiro olho, te oferecem agua sagrada para beber  então você pode andar pelo interior do templo… O lugar é bem enfeitado, e na parede você vê um quadro do lado do outro com imagem dos deuses… E nesse templo em especial a maioria das imagens os deuses tinham cara de macaco. As pessoas escolhiam uma imagem, se ajoelhavam na frente e encostavam a testa no chão… (tenho que perguntar para alguem o que significa esse costume…). Dai você sai, e te oferecem uma coisa para comer… Não sei bem o que era, mas era docinho

Quando saímos fomos ver os jardins em volta…

O lugar era bonito, e a vista também… tinha que ter um motivo para ser tao alto! Daqui a pouco vimos uma tenda que todo mundo estava entrando.. Como bons curiosos fomos atrás… Nesse lugar eles estavam oferendo almoço para todo mundo… Descobrimos depois que eles fazem isso para todo mundo, todos os dias… Ok, entramos juntos e almoçamos juntos com a multidão…

Abdul e Telcio

Abdul e Telcio

Almoco no templo...

Almoco no templo...

E depois de alimentados e descansados, começamos a descer… Essa parte foi mais fácil do que subir, pelo menos 🙂 E mesmo depois de descansados, estávamos exaustos… Nos paramos para tomar um café, e voltamos para Chandigarh… E esse é o final do findi….

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Responses

  1. Giii que massa!! Quantas experiências, né? Ter hora pra chegar em casa, ter medo de macacos, ter um terceiro olho….. admiro muito tua coragem de ter ido pra India. Tu vai voltar pro Brasil totalmente outra pessoa…… 🙂
    Saudade do Tunak!!!!!!!!

  2. Oi Gi!!
    Aiii, que saudade desse xaropinho do Tunak!!!
    Como esse nosso mundo é pequeno! Quem diria que um dia uma hamburguense iria pra Chandigarh e iria reencontrar o Tunak!!
    Eu concordo com a Vicki, e acho q estás de parabéns pela atitude de te permitir essa experiência tão desafiadora!
    Te cuida por aí!
    Continua escrevendo tuas descobertas, pois isso é um estimulante para quem ainda tem dúvidas sobre o valor de um intercâmbio!
    Bjão,
    Namaste!


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